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dez 05

XV Volta Internacional da Pampulha – 2013

Que corrida maravilhosa!

Minha amiga Bianca

Em 2012 foi simplesmente a melhor corrida que participei, e esse ano posso dizer o mesmo. Na minha opinião, a organização cumpriu um excelente papel. Antes mesmo do dia da corrida, tive algumas dúvidas, enviei e-mail para a organização da Yescom e a mesma me respondeu com presteza.

A entrega dos kits contou mais uma vez com uma grande e preparada equipe, que nos atenderam com agilidade, educação e alegria. O kit também muito bom, uma camisa 100% poliamida, um boné, que alias nem usei, e algumas amostras grátis.

Posso dizer que muito bom também, estava a estrutura de guarda-volumes, apoio médico e banheiros químicos. Durante a prova a hidratação foi favorável e clima estava perfeitamente agradável, o que contribuiu bastante.  A corrida contou com um ponto com gatorade, e aqui posso citar que melhoraram, ano passado o gatorade foi entregue no copinho, eles estavam enchendo na hora e inclusive gerou uma certa fila pra pegar, já esse ano foi entregue no saquinho igual na São Silvestre do ano passado.

No final também contamos com uma excelente estrutura na entrega das medalhas e kit lanche, a única ressalva que faço, é que a medalha poderia ter sido colocada e não entregue em nossa mão, mas diante de tão boa estrutura, esse detalhe por vezes passa desapercebido.

Esse ano o percurso foi diferente da edição 2012, inclusive um pouco menor, foram agradáveis 17.8 km de pura emoção. Poucas coisas me deixam tão feliz quanto a corrida de rua. E as histórias de superação que conhecemos? Maravilhosas! Antes mesmo do início da corrida, conheci um senhor que me contou, que a corrida de rua o ajudou a abandonar o vício da cocaína, veja como isso é espetacular, a dois anos ele corria e já havia participado até de maratonas, a corrida de rua proporcionou a ele uma libertação de 8 anos viciado em drogas. Isso é Fantástico!

Entre tantas coisas que me emocionam na corrida de rua, a imagem a baixo representa pra mim um dos maiores exemplos de superação. Tive que registrar esse momento na corrida, passei do lado desse rapaz e fiz questão de aplaudi-lo e chamá-lo de campeão. Inclusive agora ao escrever esse post, me sinto completamente  emocionado ao ver essa foto, fico pensando que em quanto muitas pessoas sem deficiência alguma estão em casa no sofá, pessoas como esse rapaz nos mostram que as dificuldades que passamos aqui, são superáveis. Apenas um motivo é suficiente para aquele que quer!

Esse ano melhorei inclusive o meu tempo, terminei os 17.8 k em 1h36 com média de 5m23 por km, contra 5m28 por km do ano passado, o que não posso esquecer é que esse ano corri mais suave, se tivesse puxado mais igual o ano passado talvez fecharia a prova com um tempo menor ainda. De qualquer forma aproveitei a corrida da melhor maneira que pude.

Uma coisa que de maneira alguma eu poderia deixar de relatar, é a gratidão que tenho por essa família em especial. Viajei na noite de sexta para sábado, e chegando em BH fui direto para igreja, onde conheci o Wemerson, o rapaz camisa toda azul da foto. Apenas pedi a ele uma informação para saber como chegar no Carrefour da Pampulha para pegar o kit. Ele não sabia mas disse que o Samuel o de camisa Amarela saberia me informar, enfim a história não é tão longa, mas é rica em detalhes. Para resumir tudo, o que era para ser apenas uma informação, foi um convite para almoço e depois para um pernoite. Me levaram para a buscar o kit, me levaram e buscaram para corrida, me trataram como se eu fosse da família, e quando fui embora me disseram que sempre que eu precisasse a casa estaria de portas abertas. Deixou registrado aqui o meu mais sincero agradecimento a essa família.

Rogério e Wemerson
Ana Luisa ( nos braços) Sara, Lourdes e seu esposo Samuel

Durante a corrida reencontrei amigos maravilhosos, fiz outros tantos, me emocionei por algumas vezes, mas o que mais poderia fazer é agradecer a Deus por me proporcionar momentos ímpares como esses. Cada vez mais me alegro e percebo que escolhi o esporte certo. Pra você que não corre, deve ficar difícil compreender como pessoas que talvez nunca vão “ganhar” nada com a corrida de rua, viajam o Brasil e o mundo para correr. Só que não dá pra explicar muito bem o que sentimos. Muito de nós não seremos lembrados na historia das corridas de rua,  somos amadores, não temos patrocínio, mas independente de qualquer fator, uma coisa posso afirmar com toda veemência, somos corredores!

Logo postarei o vídeo que fiz. Confira algumas imagens abaixo.

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